segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Despedida do Menino Bobo

Senti sua falta.
E o quanto é vazio ter e não ter você.
Menino Bobo.
Conto os dias para despedida.
De alguém que eu amei só.
Sem compartilhar com ninguém tal coisa.
Das conversas todas de tudo.
Dos quase beijos.
Do abraços longos....
Sentirei falta.
Você faz falta.

ass: Mar Santiago

DO UNIVERSO

É do universo que não sei explicar.
Algo no meu corpo se modifica.
Os meus olhos mudam.
Meu jeito.
No caminho torto de acertos.
Emocionada.
Pelo olhos da minha mãe ela diz:
Nada do que você fazia eu entendia.
Agora te vendo assim,tudo faz sentido.
Minha família vendo.
E da lógica inversa que não entendo.
E tão pouco desejo isso agora.
Quero degustar....
Quero DEGUSTAR...........

ASS: MAR SANTIAGO

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Tua

Eu amo o jeito que sou tua.
Tuas formas.
Teu rosto.
Teu gosto.
Meu gosto em você.
Minha forma de acordar,levantar e ir embora.
Meu jeito tempestivo na hora de dormir.
E às vezes sorri.
Pois quero apenas descansar.
Mas meu corpo não me abandona.
A vontade de ser tua me sufoca.
Olho para janelas e portas.
E somos apenas nos dois.
Analisa minhas curvas.
Meu rosto,olhos,bocas e o gosto e arrepio que causo em você.
Os corpos quentes.
Mesmo que lá fora esteja frio.
Eu ainda gosto de lembrar o jeito que sou tua.

ass: Mar Santiago

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Quando um Furacão se Instalou em mim.

Um furacão passou....
Apenas sobra as sombras das coisas que foram.
Nada do que eu disser fará sentido.
No dia seguinte da ressaca do mar, você vê o que sobrou.
Se a revolta do mar foi maior do que se imagina.
Sente-se na beira da praia.
Tire a poeira e os escombros
E veja:
Por onde eu começo a reconstruir.
E não acho ruim...
Que as coisas acabem.
Mas doe né.
SE a despedida não for bonita.

ass: Mar Santiago

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Outros

E nos perdemos um do outro.
E nos encontramos um no outro.
E toda essa intimidade não pode ser jogada fora.
Como se nada houvesse acontecido.
Entende.
Encontros assim não se escorre como água.
Não perdem assim,sem explicação alguma.
Outros.
Outrem assim não se perdem na facilidade.
Tantas futilidades...
Outros já passaram por isso.
Mas não falo dos tantos outros.
Digo de você.
Não perdemos.
Não.
Meu corpo ainda sente o teu.

ass: Mar Santiago

domingo, 6 de novembro de 2011

Enquanto uma festa acontece do lado de fora.
Eu observo e apenas silencio.
Silenciar é bom!
Ainda mais quando seu corpo está barulhento demais!

ass: Mar Santiago

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Quando retornei ao meu quintal.

Dizem que voltar ao quintal,é a sensação mais prazerosa do mundo.
Eu agora concordo.
Eu sai menina de um quintal,que já foi florido pelas rosas vermelhas e impulsivas.
Tanto as de Oscar Wilde, quantos as do jardineiro.
Eu passei muito tempo trancada em meu quintal.
Grande,cheio de ar....
Sempre tive vontade de ser menina-pássaro; mas não deixavam eu voar.
Oito anos garimpando o mesmo lugar,sem ver o que tem do outro lado.
É muito tempo.
Resolvi embarcar em uma viagem de gente grande,a principio sem voltas ao meu quintal.
Sentia-me como essa menina-grande,menina pássaro,menina-artista palhaça.
Mas a lacuna de ver como seria após minha saída.
Era uma curiosidade minha.
Hoje após dois anos retornei ao quintal,das rosas vermelhas.
O quanto foi emocionante.
Ver um filme passar na minha cabeça.
Ver que foi um retorno de passagem e agradecimentos.
E agora eu Mulher sigo adiante com minha mala.
Com os olhos mais felizes do mundo.
Pois já mais me esquecerei do meu quintal.

ass: Mar Santiago