Pedra,Papel e Tesoura; o que você quer?
Pedra,Papel e Tesoura; o que você quer?
Eu quero descansar e não ter que fazer escolhas.
Isso que desejo.
Ser liquida,tranquila o dia todo.
Não apenas horas.
Pedra,Papel e Tesoura; o que deseja ser dos três?
Não desejo nada,não mais.
Não nessa terra.
Não nesse cinza.
Nessa cidade de relações frívolas e volúveis.
Que ninguém repara quando você grita.
Dengo de um dia.
Quero não.
NÃO QUERO AMORES TEMPORÁRIOS.
QUERO AMORES INTEIROS.
PARA QUE MESMO QUANDO PASSE, EU OS AINDA TENHA.
ESCOLHO O PAPEL POIS É MUTÁVEL.
sexta-feira, 21 de março de 2014
sexta-feira, 14 de março de 2014
Quando falo, é do teu falo que estou a falar.
Da saudade do corpo em mesma cor.
Cabelo com a textura parecida com o meu, e olhos negros.
Tu me adentra pelo olhos.
Com o beijo no cangote a carícia nos cachos.
O sorriso e do dizer: Estou com saudades!
Na mão um sonho de valsa, e um abraço apertado que me tira do chão.
Estação República, 21:17.
Estação República, 21:28.
Esse foi o tempo que durou o abraço apertado.
As mãos não andam de mãos dadas.
Mas a gentileza é a mesma.
Tudo povoa minha cabeça.
As dúvidas aparecem,mas não perpetuam.
Ah meu doce amigo....
De sotaque arrastado é bom rir contigo.
Ser brava e doce.
Doce amigo ardente.
Que atravessa as mãos em mim.
E o falo diz tudo.
Por dentro.
Por dentro.
ass: Mar Santiago
Da saudade do corpo em mesma cor.
Cabelo com a textura parecida com o meu, e olhos negros.
Tu me adentra pelo olhos.
Com o beijo no cangote a carícia nos cachos.
O sorriso e do dizer: Estou com saudades!
Na mão um sonho de valsa, e um abraço apertado que me tira do chão.
Estação República, 21:17.
Estação República, 21:28.
Esse foi o tempo que durou o abraço apertado.
As mãos não andam de mãos dadas.
Mas a gentileza é a mesma.
Tudo povoa minha cabeça.
As dúvidas aparecem,mas não perpetuam.
Ah meu doce amigo....
De sotaque arrastado é bom rir contigo.
Ser brava e doce.
Doce amigo ardente.
Que atravessa as mãos em mim.
E o falo diz tudo.
Por dentro.
Por dentro.
ass: Mar Santiago
terça-feira, 11 de março de 2014
Sinopse
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Ensaios Para Ismália é uma releitura da Ismália de Alphonsus de Guimarães, essa mesma persona mas trazendo para os dias atuais. Ismália negra,periférica e pobre. Com a trajetória de ter sido criada no interior e oprimida o tempo todo pelos costumes patriarcais.
No poema original ela fica em dúvida entre a lua e o mar,na releitura a mesma é proibida de sonhar de se emancipar.
De sentir desejos;agredida psicologicamente diariamente por uma sociedade racista que a obriga se encaixar no embranquecer dos padrões da mídia.
Partindo da opressão de sua mãe que a "alinha" seus cabelos oito vezes ao dia , na criação da sua avó que a prepara para ser moça direita e de família.
Com destino pré determinado casar-se e ter filhos,este é único alcance; único mérito válido.
Ser propriedade do marido.
Ser vista apenas como mulata quente entre quatro paredes, Negra como objeto ou mercadoria de posse.
Ismália sonha, vai percebendo na trajetória o quanto precisa se emancipar e romper com as algemas que não são invisíveis ou distante.
O redescobrir de Ismália é loucura diante os olhos alheios.
Mas ela precisa enlouquecer.
"Ela alinhava meu cabelo oito vezes ao dia. Ela,minha mãe.
Dói alinhar é mudar a essência. É mudar minha essência.
A decisão desse poema foi trazer essa loucura poética para o asfalto de sampa.
O cinza da cidade é hóstil, a não aceitação da mulher negra periférica também é.
Dramaturgia: Cleuber Gonçalves e Marcela Cabral. (partindo de colagens do poema de Alphonsus Guimarães/ Ismália)
Olhar provocador: Ronaldo Aguiar.
Atores: Cleuber Gonçalves e Marcela Cabral.
Coletivo Sem Nome.
Figurinos: Cleuber Gonçalves e Caroline Santins.
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Eu desconfio demais...
Eu paro perplexa e não reconheço a menina que fui.
Ali desarmada.
De olhar mais sereno.
Oi?
Oi?
Olá!!
Você mesma, que olha de jeito bravo nos olhos.
Por qual motivo?
Não sei. Já fui tão machucada!!
Que desconfio de tudo para não ter problemas.
E agora depois que passar os confetes e as serpentinas.
Não sei.
Te conto depois que chegar.
ass: Mar Santiago
Eu paro perplexa e não reconheço a menina que fui.
Ali desarmada.
De olhar mais sereno.
Oi?
Oi?
Olá!!
Você mesma, que olha de jeito bravo nos olhos.
Por qual motivo?
Não sei. Já fui tão machucada!!
Que desconfio de tudo para não ter problemas.
E agora depois que passar os confetes e as serpentinas.
Não sei.
Te conto depois que chegar.
ass: Mar Santiago
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
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