quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A Noite antes da estréia!

Em uma noite.
Antes da Estréia.
A primeira vez que meu nariz tomará conta de um palco.
Enxergando,Respirando,Alimentando-me por ele.
As emoções que passam pela minha cabeça são tantas.
Não sei nomear.
Dar conta do seu próprio nariz.
Quantas indagações não passam pelo corpo às vezes frágil.
Moço.
Mais forte e sagaz quando necessária.
Aqui dentro tem uma energia incontrolável.
Aqui tem alguém que tem prazer em assumir seu nariz.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Diálogos de Janelas. Parte II

Hoje não foi um dia qualquer.
Me peguei de fato te desejando.
O teu cheiro,a pele,os lábios,as costas largas.
O jeito delicado bobo, áspero engraçado de ser.
O toque o olhar.
Calma aí!
Eu não estou louca, seus lábios desejam o meu.
Mesmo que seja por milésimos de segundos.
Seu abraço de querer mais.
Os corpos conversam.
Enquanto nossas bocas e olhos estão compenetrados.
Nossos diálogos de janelas.
Só nós podemos compreender.
As indiretas, os raciocínios invertidos.
Ah menino meu corpo hoje queimava pelo seu.
Minha boca desesperada fugia.
Meus olhos nem adentravam aos teus.
E as estações rompiam nossos silêncios e minha vontade de ter um pouco mais.
Você já foi apaixonado?
Eu tenho um pensamento único.
E você?
Quero abraçar o mundo não tenho foco.
Energias distintas que se atraem.
Estação....
Ana....
Tenho.
Sim.
Sei.
Até.
Ah......
O dialogo para continuar é interrompido com o fechar das portas.
A boca sente como se quase tivesse acontecido.
Mais logo se depara com as diferenças.
E lembra são diálogos de janelas.


ass: Mar Santiago

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Sou....

Sou por inteira água, me desfaço,me renovo, e ganho espaço.

ass: Mar Santiago

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Um café

E sua mensagem.
Chega no momento exato da minha solidão.
Do meu querer.
Você aparece no momento preciso para que as coisas aconteçam.
De fato.
Minhas noites mal dormidas.
Me consolam com o trabalho exercido agora.
Como quero partilhar contigo meu crescimento.
Meu saber escutar.
Saber...
Posso tomar um café e ser uma eternidade ao teu lado.
Uma eternidade.

ass: Mar Santiago

domingo, 2 de outubro de 2011

Aí veio a Crise...

Um domingo chuvoso.
Atravessar a cidade.
Para um ensaio no domingo.
Retornar.
Ainda não.
Ver a chuva que desaba sob São Paulo.
E estar sentada vendo um espetáculo.
De inicio confuso.
Mas logo depois a Crise.
Revela-me tudo que quero defender enquanto palhaça.
Todas as dúvidas que tive no ensaio me são esclarecidas horas depois.
Retorno a minha pequena cidade sentindo;que amanhã começa uma longa semana de descobertas.

ass: Mar Santiago

sábado, 1 de outubro de 2011

Noites de Insônia de Mar Santiago



Uma noite.
Depois da chuva.
Eu no quarto,só.
Completamente.
Apenas eu e o teclado do computador.
Noite adentro.
Escrevendo e relatando os dias de insônia.
Mãos frias.
Pensamento solto.
Querendo um beijo.
Que venha junto com ar frio que entra na janela.
Assim previsivel.
Que suas mãos pesem.
Nas minhas curvas.
Deslize entre as coxas.
Percorra o corpo dispido na cama.
Volto ao lugar de inicio.
Meu quarto.
Um lugar de tamanho médio.
Porta trancada e músicas baixas.
Minha cama desforrada.
Meus mimos em cima do lençol.
O celular perto.
Devaneio.
Uma noite.
Sinto o cheiro da chuva.
Noite adentro.
Me vejo em seus braços.
Me devora.
Com olhos avassaladores.
Mãos sob meu corpo enmaranhado nos lençois.
Adormeço em volta ao braços teus.
Pele.
Devaneio com doses agudas.
Uma noite.
O frio já adentrou meu quarto,meus ossos,até o teclado do computador.
As músicas que embalam a noite se tornam densas.
A minha mente foge de mim.
Me vê perdida em êxtase.
Volupiosa.
No prazer de dois corpos.
O devaneio esfarelace.
Retorno ao quarto.
Durmir?
TALVEZ.
Tentar.


ass: Mar Santiago

Ponto de Parada

O que faço com as tuas não respostas.
Hein!
Uso as contra com você.
Com um findar definitivo do que não aconteceu.
Não tenho apelido para nomear-te.
Nem tão pouco sentimento lúcido e genuíno de fato.
Mas e aí o que faço com teu silêncio?
Engulo junto com o meu cansaço de horas.
E então te ignoro de vez.
Esqueço que foi um erro me permiti,mesmo que fosse por noites que não deveriam ter existido.
Estou severa demais.
Causando rupturas.
Com raiva.
Não sei do que exatamente.
Entende.
Ainda fica povoando na minha cabeça.
O que faço com as não palavras que não chegaram em uma mensagem de resposta.
Vou apagar seu número.
E dar fim.
Colocar a mochila nas costas e voltar a caminhar.
Enfim você não é meu ponto de parada.

ass: Mar Santiago